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Blog do Navarro
 


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Escrito por Navarro às 19h48
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Escrito por Navarro às 22h47
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Escrito por Navarro às 21h11
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Escrito por Navarro às 19h20
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Escrito por Navarro às 22h43
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Escrito por Navarro às 22h42
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Escrito por Navarro às 21h00
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Escrito por Navarro às 21h23
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Escrito por Navarro às 18h46
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Escrito por Navarro às 22h49
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Escrito por Navarro às 21h33
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Escrito por Navarro às 21h39
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Escrito por Navarro às 22h54
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Escrito por Navarro às 21h52
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Escrito por Navarro às 22h18
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Escrito por Navarro às 23h52
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Escrito por Navarro às 22h37
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Escrito por Navarro às 21h03
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Escrito por Navarro às 23h40
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Algo me toma

e me transporta

além redoma

quando a alma acorda.

 

O corpo dorme.

Ela, então, sonha

com os acordes

que os versos domam.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 17h50
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Se me diminuo

é que não me escutas

sendo tu aluno.

 

Eu, da massa bruta

a  tirar-nos, luto

com empenho e apuro.

 

Quero te ver lumem

sabedor e astuto

das coisas do mundo.

 

Livre, sobretudo

e, nas ações, justo.

A ti, meus augúrios.

 

Mas, como os corruptos

de ti mesmo furtas

as horas de estudo.

 

Te fazes de surdo.

Antes, fosse eu mudo,

calasse as perguntas

 

que fazem o empuxo

onde as mentes rudes

ganham mais altura?

 

Te fazes de surdo.

É assim que me anulas

neste hiato absurdo.

 

Sim, me diminuis

porque não me escutas

sendo tu aluno.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 22h38
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Menina bonita

pensando na prova

tão compenetrada

 

tua graciosidade

de moça dengosa

que espreito me esprita.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 22h39
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Desde que Deus a Adão e Eva expulsou

do paraíso em que eles habitavam,

com a serpente eu vim, lesto e enrolado;

onde o soneto me ata, é onde eu sou.

 

De lá até aqui, contei muitos pecados

que, se em Adão faria algum rubor

talvez a Eva, até descorcentasse

ouvisse apenas deles os rumores.

 

Com a serpente, em justa, aqui me encontro

porque isto aqui, te digo, é o próprio inferno

onde o sofrer, por tanto, não se conta.

 

Com seus mil olhos, Deus assiste em pé

o deslizar da serpe no meu ombro

quando a cortina, lentamente, desce.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 19h48
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Traço de paisagem sonora.

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

esqueci o liro, esqueci o liro

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 23h04
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Numa noite fria e chuvosa

o que mais um corpo reclama

são meias quentes e um pijama

e fofa cama onde se embole.

 

Navarro, o Dua. 



Escrito por Navarro às 22h59
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Trabalho escroto sobre nada:

um blablá muito confuso

qual parafuso espanado

numa engrenagem obtusa.

 

Falação e sururu

sobre vasilhas rachadas

de onde vazam conteúdos;

puta merda, que estopada!

 

Se não refém do sistema,

o juízo sequestrado,

fico, então, um palafrém

com minha cota de alfafa.

 

Puta merda! Abracadabra

de tamanho nhenhenhém

chegue a hora em que me safe

ainda que seja a veneno.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 22h07
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Um certo sorriso

salvou o meu dia

justo ao meio-dia

lá no restaurante.

 

Tirou-me das trevas

maroto que era.

Nele se concertam

meus versos galantes.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 15h36
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O que me resta é o trabalho

dia a dia, sol a sol

e, depois, voltar ao rancho

para aquela sopa rala

comida sentado ao chão

antes que um puído lençol

mal me cubra em sono ancho.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 17h45
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Maria queria o quê? Que será que quereria

mui pensativa entre afazeres mil

olhando a agulha fina enquanto ria?

 

Cerzir um pano, quem sabe uma colcha?

Uma almofada bordar com poesia?

Depois, o riso veio a um muxoxo.

 

Lá na cachola, onde mora a cisma

coseu a malha que se estica e cobre

a delicada pele aqui do eu-lírico.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 18h10
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Terminada em i

seguida de s

eis o que é uma práxis.

 

Lendo em bilhetinho

o teor da regra

algo lhe acontece

que o leva ao ato:

 

Galante, elogia

a mão que oferece

de um modo singelo

aquele recado.

 

Tal caligrafia

no liso da pele

a faz arrepiar-se.

 

Desejo que apita,

pontual obedece

em meio às palavras.

 

Quem da mão bonita

pelo corpo investe

intenta uma práxis?

 

Mãos de uma menina,

corpo de mulher.

O desejo paga-se.

 

Assim, se sublima

neste bem me quer

que o poema traça.

 

Destarte o que fica

destoutro que o impele

são versos, mais nada.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 19h04
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Manhã de sol.

Mal ele acorda,

sua alma ainda dorme,

à janela, olha

o quintal lá fora.

 

Lesto, veste as botas

de pijama, embora,

e vai para a horta.

 

Entre os pés de brócolis

sente lá na aorta

o sangue que corre,

palpitante e forte.

 

Porém, só demora

o tempo que corre

no rosto que cora.

 

À casa ele torna.

Mal chegando à porta

perplexo se nota:

 

Sem saber na hora

o que é que lhe move

se o vívido agora

em que a vida joga

ou de um sonho a roda

que o giro promove,

dedica-se à obra:

delicado, colhe

as flores ou motes

que este poema ornam.

 

Depois, sai de sola

como quem se embola

no nada que o acolhe.

 

Navarro, o Dua.

 

 

 



Escrito por Navarro às 16h03
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Sei da salamandra

que mora no sol

quando ela me lambe.

 

Luxúria gabola:

sua língua flamante

tépida, me toca.

 

Reptilínea dança

me alcança e me prova

ser lagarteante.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 20h58
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Embora ingira as vitaminas

tão necessárias ao seu corpo,

o bioíma que as aglutina,

desagrega-se a pouco e pouco

no torvelinho que há nos signos.

 

As vitaminas que lhe nutrem

líquidas, não sorvidas em copo

são vaporosas feito as nuvens

que de um prato de sopa evolam,

massa de letras com legumes.

 

E, do metabolismo duro

o excesso turvo, após, urina.

 

Navarro, o Dua. 

 

 



Escrito por Navarro às 21h44
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Disso o que sei é que isso me incomoda

de um modo tal que as suas ordens dita

em tons altivos, modo imperativo

e a mim subjuga inteiro na sua sorte.

 

Sim, porque a isso a sorte é inerente:

]não há repente, riso ou improviso

nem de serpentes chacoalhar de guizos

sem que lhe ourice os pelos sob um pente[

 

Isso o que é mais? É o diacho e a dor de dente

talvez, nem isso seja por demais

visto que estado algum é permanente.

 

Tudo o que eu sei que há nisso é o que escutais

quando da vida, a roda nos dormentes

soa a metais, vogais e nada mais.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 22h17
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Isso que dança em em linha ambígua

prolifera entre as palavras

quem sabe o que é, upa, me diz

que, até pelas perguntas, fala?

 

Isso o que é que é? O que é que é isso?

O que é essa força que escalavra

palavra, no mais fundo do imo,

senão metonímia, metáfora?

 

Isso, na borda, traz perigos.

Indecidível, na beirada

o perguntador isso traga

ao interior e o silencia.

 

Navarro, o Dua.

 

 



Escrito por Navarro às 23h28
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Não se decide a poesia

pulsante entre a escrita e a fala

portanto, entre ouvidos e olhos.

 

E por ser sinestesia

também a epiderme abala

na umidade de seus poros.

 

Do corrente rio sanguíneo

que ela irriga e lhe subjaz

nutre o apolínio rosto.

 

De onde ser o poema ubíquo,

massa ambígua de metáforas,

significantes em corso

 

face aos quais se ilude crível

um poeta pelas palavras;

fora delas é homem morto.

 

Navarro, o Dua.

 

 

 



Escrito por Navarro às 17h25
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"Será o psicanalista (...) servo de um deus enganador?" Outros Escritos, Jackques Lacan.

 

 E o escritor? Se é servo, diz de quem?

Certo, não o é de um deus enganador

que em nada engana, pois que existe a dor,

dor subjacente a tudo o que é vivente.

 

Um escritor que disso se convença

do imo conflito tira o seu valor;

cacos de espelho giram num ror-ror

e lhe laceram a alma, o corpo e a  mente.

 

Pelas palavras, doído, o escritor sangra.

Mas não se exangue, antes se renova

no turbilhão interno que desanda.

 

Por mais revolto o mar, nunca se afoga.

Cada poema, a si é a salvação.

Lenho agarrado a unha e a dente, voga.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 22h16
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Soneto do mendigo.

Deus te abençoe, velho, é o que ele diz

a mim, enquanto eu como o pão com ovo.

Que Deus te dê o pão com ovo em dobro,

que em vão não é o dado a um faminto.

 

Senhor da fome sabe o que ela é?

Senhor conhece a mais triste das sinas?

Seu pão com ovo a fome me alivia,

é o que me ajuda, então, a estar em pé.

 

Senhor é lauto e senta em mesa opípara,

senhor é homem santo, homem de fé.

Feliz, pois faz três refeições por dia...

 

A mim que a vida traz nesta miséria,

seu pão com ovo faz-me agradecido;

pra mim um pão é pão e o ovo é filé!

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 17h22
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O que é diz-me o que é?

Isso que manietado

me tem junto ao verbo

se conceberá?


Torto entre palavras,

o que não se pega

não se pegará.

Quem é que se atreve?

 

No que a mim compete

pelo versejar

talvez lhe pespegue

algo do cismar.

 

Por finalizar

de maneira alegre

seu filosofar

com perguntas, blefa.

 

Ou mais blefará

quando a si consegue,

mestre das trapaças,

súbito ocultar?

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 21h43
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Conclusão que eu tiro:

pão é pão, pedra é pedra,

o resto é mentira.

 

Navarro, o Dua.



Escrito por Navarro às 21h18
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Nesse barraco que é a política

carcará come  jararaca

e o povo ceva-se de bobo

comendo a ração Rede Logro.

No pau da barraca, pousado

ouço o grasnar de um corvo crítico.

 

Navarro, o Dua.

 



Escrito por Navarro às 20h29
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Caiu num buraco,

tudo escureceu,

vento na sua cara.



Escrito por Navarro às 19h20
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O susto no rosto

da súbita queda

se torna pavor.



Escrito por Navarro às 17h41
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Contraídos os músculos

do seu corpo em queda

quanto tempo dura?



Escrito por Navarro às 21h57
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Dura enquanto cai.

Medo vem a espanto,

demore o embaraço.



Escrito por Navarro às 21h12
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Ao cabo da hora

primeira da queda

flácido se torna.



Escrito por Navarro às 17h14
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Massa amolecida,

pelo escuro baixa;

corpo em queda livre.

 



Escrito por Navarro às 17h12
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Quanto tempo ali

pefurando o breu?

hora à hora, dias.



Escrito por Navarro às 18h07
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Dia à dia, meses.

Repassa a sua vida

inúmeras vezes.



Escrito por Navarro às 23h19
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